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24 MAR 2016
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Oficinas de viola alteram estrutura para formação de orquestra
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Coordenadas pelo violeiro, compositor e pesquisador João Paulo Amaral, as oficinas de viola caipira oferecidas pela Prefeitura de São Pedro, por meio da Coordenadoria de Cultura, mudaram de formato em 2016.  “Este ano pudemos organizar o grupo de forma mais coesa e criar a Orquestra de Viola, que pode ser definida como a arte de unir um grupo heterogêneo e organizá-lo de forma orgânica, mas sempre em busca de evolução musical”, destaca Amaral.

Responsável pelas oficinas desde 2013, Amaral conta que diferente dos anos anteriores, quando havia três grupos – iniciante , médio e avançado, em 2016 foram criados dois grupos para as aulas: iniciantes e a Orquestra de Violas de São Pedro. “São pessoas que demonstram muito interesse em se aprimorar musicalmente”, disse ao definir os integrantes da Orquestra que tem aula semanal no Museu Gustavo Teixeira.

Outra formação derivada das oficinas  é a camerata Cordas Primas, formada por seis alunos que treinam repertório avançado e tem programada várias apresentações em eventos da cidade como a Festa de São Pedro.

Todos os alunos participantes das oficinas oferecidas pela Coordenadoria de Cultura também tem apresentações programadas em um sarau cultural que será realizado no segundo semestre.

ENCONTRO DE GERAÇÕES -  Entre os 28 integrantes da Orquestra há perfis variados. O aluno mais velho é Sebastião Ferreira, 82. Ele tocava “de ouvido” antes de começar fazer as aulas. Precisou se afastar por conta de um grave problema de saúde, mas agora voltou com “força total”.  “Gosto de tocar e de compor. Já fiz 21 músicas, um hino, 3 modas de viola e 1 varana”, conta. Ao tocar em casa, tem a companhia da esposa, que canta.

 Jair Paulo Galante, que além da Orquestra participa do Cordas Primas, faz aulas há quase dois anos. “O João Paulo é um professor muito bom e ajuda a realizar esse sonho antigo de tocar viola”, conta o funcionário público que faz planos para encomendar sua viola feita por um luthier.

As mulheres também participam das oficinas. Silvana Cipriano, 36, começou as aulas há um ano e hoje faz parte da Orquestra. “Sempre tive paixão pela música de raiz e tocar é a realização de um sonho”, destaca. Para as pessoas que tem vontade de aprender , a recomendação dela é persistência. “É preciso ter força de vontade e muito treino”.

O aluno mais novo é Robson Santo André, 15, que participa do grupo iniciante. Ele faz as aulas com a mãe, Nilcele. “Ele está empolgado e aprende mais rápido que eu”, conta. Há também outros adolescentes que colaboram para renovação da orquestra. “Esse perfil eclético ajuda a criar um legado para a cidade”, destaca o professor.

PRATA DA CASA – Um dos destaques formados nas oficinas de viola é Gabriel Polegate, 18. Por conta de seu desempenho, foi convidado a participar da Filarmônica de Viola, de Campinas e também faz apresentações e participa de outros projetos musicais.

Os interessados em participar das oficinas realizadas pela Coordenadoria de Cultura devem dirigir-se ao Museu Gustavo Teixeira para informações.

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