Vistoria em imóveis indica risco mínimo para epidemia de dengue em São Pedro

Número de casos positivos de dengue no município caiu 99% entre 2014 e 2016

O Índice Breteau (IB) - indicador da quantidade do mosquito Aedes aegipty em fase de desenvolvimento nas habitações humanas - registrado na primeira quinzena de julho em São Pedro caiu para zero, o que indica risco mínimo de epidemia de dengue na cidade.

O índice foi calculado após vistoria feita pelo Controle de Endemias, departamento da Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social, em 628 imóveis para identificar a infestação de larvas do Aedes aegipty, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Não foram encontrados focos do mosquito em nenhum dos imóveis vistoriados.

O baixo risco identificado no levantamento confirma tendência já revelada pela análise do número de notificações e positivos desde 2014, quando foram notificados 1.461 casos e 1.113 foram confirmados como dengue. Em 2016, o número de notificações passou para 86, o que representa queda de 94, 1%, e o de casos positivos, 11 – queda de 99%.

Em 2017, até o dia 24 de julho, foram 32 casos notificados e apenas um resultado positivo para dengue.

A realização da Avaliação de Densidade Larvária é importante para verificar o índice de infestação no município. O IB define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento nas habitações humanas. Em janeiro deste ano, este índice foi de 3, o que indica situação de alerta. O número menor que 1 é classificado como tolerável; de 1 a 3,9, situação de alerta; e superior a 4, risco de surto.

“Este baixo índice reflete o bom trabalho que o município vem desenvolvendo no controle destas doenças, com as visitas domiciliares pelas agentes de combate a Endemias e os agentes comunitários de Saúde, assim como o Catacacareco e a criação do Ecoponto”, destaca a coordenadora da Vigilância em Saúde, Gislene Nicolau dos Santos.

ALERTA - Apesar de não ter identificado focos, as visitas revelaram muitos recipientes considerados de alto risco para a proliferação do vetor, como pratos de vasos de plantas, materiais recicláveis (lata, frasco, plástico), lonas e sucatas.

A coordenadora destaca também que nesta época do ano as pessoas tendem a relaxar no combate ao mosquito por acreditar que devido ao frio o mosquito vai morrer e as doenças deixam de ser transmitidas. “Apesar de a proliferação do mosquito diminuir, ela não para e os ovos já depositados podem se desenvolver até um ano depois da postura”, alerta.

A receita para manter os índices baixos, indica Gislene, inclui uma boa recepção da população aos agentes, permissão para a vistoria e a prática das orientações dadas para evitar a proliferação.

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