Vigilância Epidemiológica de São Pedro reforça combate ao Aedes

Agentes vão percorrer residências para fazer vistorias e orientar no combate ao mosquito

Agentes da Vigilância Epidemiológica de São Pedro fazem neste sábado, dia 14, ações para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A medida integra a campanha da Secretaria Estadual de Saúde “Todos juntos contra o Aedes aegypti", com vistoria das residências e orientação para evitar a proliferação do mosquito.

A principal proposta da campanha é envolver o maior número de pessoas na luta contra o mosquito e destacar ações que podem ser realizadas por todos para evitar a proliferação dos mosquitos e das doenças que podem gerar graves consequências.

Nas visitas, os agentes orientam, por exemplo, a encher os pratos dos vasos de plantas com areia até a borda; a trocar a água e lavar o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira sempre fechada; assim como as caixas d'água; a jogar no lixo todos os objetos que acumulam água, como embalagens usadas; a remover folhas e outros materiais que possam impedir a água de correr pelas calhas e virar para baixo garrafas e recipientes que acumulam água.

Os agentes também explicam que com a chegada da temporada de muito calor e chuva, o combate não pode parar e que qualquer água parada pode se transformar em criadouro do mosquito.

Em 2016, mais de 38 milhões de imóveis em todo o Estado foram visitados por agentes de saúde encarregados de eliminar focos do mosquito e orientar a população. A campanha Todos Juntos Contra o Aedes aegypti promove mutirões de prevenção principalmente aos sábados, quando é maior a chance de encontrar as pessoas em casa.

QUEDA DE CASOS – O número de casos de dengue notificados em São Pedro despencou 98,9% entre 2014 e 2016, mostram dados da Vigilância Epidemiológica, departamento da Secretaria Municipal de Saúde. Em 2014, foram 1.461 casos notificados e em 2016, 74.

O resultado, explica a coordenadora da Vigilância em Saúde de São Pedro, Gislene Nicolau, pode ser creditado ao amplo trabalho desenvolvido pelo setor desde 2014, com a realização de arrastões, intensificação da busca ativa por focos do mosquito Aedes Aegypt, transmissor da dengue e também da chikungunya e zika vírus.

“A diária oferecida pelo Estado aos agentes para realizar trabalho de prevenção aos sábados também ajudou bastante. Fazemos visita casa a casa, com prioridade para bairros com maior número de residências”, disse Gislene, que destacou também o fato de muitas casas de veraneio permanecerem fechadas, o que dificulta o trabalho de agentes.

Trabalho de Avaliação da Densidade Larvária, que tem como objetivo identificar a infestação de larvas do mosquito no município realizado no ano passado já havia indicado risco baixo de epidemia em São Pedro.

Apesar de comemorar a queda no número de notificações e também o de casos confirmados, que passaram de 1.113 em 2014 para 12 em 2016, Gislene destaca que as ações feitas pelos moradores não podem parar. “A vigilância precisa ser constante, com ações que garantem a limpeza dos domicílios e a eliminação de possíveis criadouros”, disse.

Uma preocupação das autoridades sanitárias é também com os casos de chikungunya que produzem efeitos colaterais mais severos do que a dengue, como dores nas articulações que podem se estender por até dois anos.

Outro foco são as grávidas. “Não tivemos casos de zika em São Pedro, mas na região sim, então é preciso ficar com atenção máxima”, disse Gislene.

PREVENÇÃO – Para evitar a proliferação da dengue, é preciso adotar algumas medidas consideradas fundamentais, como manter a caixa d’água sempre fechada, encher pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda, guardar garrafas sempre com a boca para baixo, remover galhos, folhas e tudo o que possa impedir a água correr pela calha, guardar pneus em locais cobertos e abrigados da chuva, colocar o lixo em sacos plásticos, manter a lixeira bem fechada e piscinas sempre limpas e cloradas.

No corpo humano, os sinais da dengue só começam a surgir após o período de incubação, que pode durar de 3 a 15 dias. Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e manchas pelo corpo.

Vale ressaltar que não existe transmissão por meio de contato direto de um doente com uma pessoa sadia. O vírus também não é transmitido pela água ou alimentos.

  • Publicar no Facebook
  • Publique um Tweet no Twitter
  • Enviar por e-mail
  • Copiar URL curta
  • Imprimir
  • Comunicar erros
VLibras botão
Acessibilidade com Libras

VLibras

O conteúdo da Prefeitura de São Pedro pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.

Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - http://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.