Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral quer conscientizar sobre a doença

Em São Pedro, foram identificados 352 casos desde 2017; Vigilância Epidemiológica orienta sobre prevenção

Entre os dias 5 e 10 de agosto, acontece a Semana Estadual de Prevenção da Leishmaniose Visceral Americana que neste ano tem como tema “Eu apoio e faço parte”. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da doença e formas de prevenção.

A leishmaniose visceral (LV) é uma doença grave, causada por um parasito transmitido para pessoas e cães por meio da picada de um inseto (vetor) muito pequeno, conhecido como “mosquito palha”. Esse mosquito costuma picar ao entardecer e durante a noite.

No ciclo da doença, o inseto pica um cão doente – portador do parasito – e depois pica uma pessoa saudável, que também pode desenvolver a doença. Sem o inseto, não há transmissão da leishmaniose. Portanto a melhor prevenção é evitar a proliferação do mosquito palha.

As fêmeas põem seus ovos na terra úmida, sombreada e com acúmulo de folhas, frutos e fezes de animais e isso dá início à proliferação do vetor. Medidas simples para manter o ambiente limpo protegem todos da leishmaniose. Cada cidadão deve limpar diariamente quintais e jardins, recolhendo todo material orgânico do chão (fezes de animais, folhas, frutos etc.). É nesse material acumulado que as fêmeas do inseto põem seus ovos e geram uma grande quantidade de novos mosquitos que irão transmitir a doença para pessoas e cães. Outras medidas que ajudam a manter o mosquito palha distante é a colocação de telas finas nas janelas e portas da casa (orifícios menores que 1mm) e o uso de mosquiteiros e repelentes.

PROTEÇÃO AOS CÃES – As recomendações para proteger os cães das picadas de inseto transmissor da leishmaniose incluem boa higiene, evitar que fiquem soltos na rua e uso de coleiras próprias para a prevenção da doença (informe-se sobre a indicação e uso correto) ou uso de repelentes líquidos específicos para animais.  Um clínico veterinário pode informar sobre vacina.

Nos humanos, os sintomas são febre durante muitos dias, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do fígado e baço. Em casos graves podem ocorrer sangramentos. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cães infectados pelo parasito podem adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, mesmo aqueles sem sintomas aparentes, são fonte de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco para saúde. Os sintomas nos animais são emagrecimento, queda de pelos, crescimento das unhas, descamação da pele, fraqueza, feridas no focinho, orelhas, olhos e patas.

A única forma de saber se os cães estão infectados é por meio de exames específicos de laboratório. O tratamento dos cães não diminui os sintomas, mas ele permanece portador do parasita pelo resto da vida, portanto deverá usar constantemente a coleira repelente e ser acompanhado por clínico veterinário.

Os primeiros registros da doença em São Pedro ocorreram no ano de 2007 e persistem até hoje. Nestes 12 anos de transmissão foram identificados 352 cães positivos. Esses animais foram diagnosticados graças às notificações feitas por veterinários particulares, solicitações diretas dos responsáveis ou no trabalho de inquérito canino desenvolvido pela Secretaria de Saúde.

Em 2018, durante esta atividade de Inquérito Canino foram examinados 1.020 cães dos bairros Dorothea, Nova Estância, Horto Florestal e São Dimas, sendo que 19 cães eram positivos para leishmaniose visceral.

Agora em 2019 a equipe atua nos bairros Nova São Pedro 1 e 2, Colinas de São Pedro e Mirante, nos quais observou-se transmissão canina mais recente.

É importante frisar que o vetor (mosquito-palha) existe em todos os bairros da cidade, porém aqueles com maior concentração de casos caninos positivos são Palú, Novo Horizonte, Dorothea, Nova Estância, Mariluz I, II e III, Jardim Botânico I e II, Jardim Botânico 1000, Campos do Jardim Botânico, Horto Florestal, Jardim São Pedro, Santa Mônica, Portal das Flores, Vale do Sol, Colinas de São Pedro, Nova São Pedro 1 e 2.

Até o momento, não foi registrado caso humano da doença em São Pedro. Em caso de dúvidas ou suspeitas da doença em cães, o Controle de Endemias deve ser procurado pelo telefone (19) 3481-9370.

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