São Pedro passa de 1 para 5 equipes do Saúde da Família

Leandro, Randolfo, Miriam e Rafael-2   Médicos cubanos começam a atender no São Dimas e Alpes das Águas   O início das atividades dos médicos cubanos nas unidades do ESF (Estratégia de Saúde da Família) do bairro São Dimas e no PSF (Programa Saúde da Família) do Alpes das Águas vai garantir a São Pedro o aumento de equipes do programa. Antes havia uma equipe com este formato, agora serão cinco, compostas por médico, enfermeiro, técnico e seis agentes. A mudança significativa no número de equipes permite um mapeamento mais preciso dos pacientes e melhora na rede de atenção básica. “Vai garantir melhor gerenciamento e qualificação da saúde no município”, destaca a secretária de Saúde Miriam de Souza Silva. Só no São Dimas, as três equipes vão abranger uma população estimada em 11 mil pessoas. No Alpes das Águas, outras 5.500. “Todas essas pessoas vão estar cadastradas pelo sistema, vão ter cartão SUS e o atendimento vai melhorar na rede básica e primária”, disse Miriam. Nas metas da secretaria também está a estruturação da Umis (Unidade Mista Integrada de Saúde) para atendimento de especialidades, com consultas agendadas. “Nosso foco principal é a prevenção na rede básica”, afirmou a secretária. Outra meta da Administração Helinho Zanatta é a descentralização dos serviços da saúde. No ESF do São Dimas, por exemplo, várias ações podem ser agendadas na própria unidade, como emissão de cartão SUS, exame laboratorial e encaminhamento para Umis. A chegada dos médicos cubanos à unidade gerou aumento nos atendimentos. Entre os dias 7 e 22 de maio foram 190 atendimentos realizados por quatro médicos, três cubanos e um brasileiro. “Quando os médicos cubanos estiverem com a agenda completa, o número de atendimentos deve duplicar”, diz Amanda Teixeira, coordenadora do ESF São Dimas. PERFIL - A médica cubana Belkys Gonzales Robainas, 47, é uma das que atendem no São Dimas. Em São Pedro desde 16 de abril, ela conta que seu principal objetivo quando decidiu participar do programa Mais Médicos é atender a população e desenvolver seu trabalho na comunidade. Com 24 anos de formada e experiência em programas similares na Venezuela, Belkys diz estar pronta para o que considera uma espécie de missão. “Somos preparados para ajudar os países que necessitam do nosso trabalho”, disse a médica que é do município de San Luís, estado de Pinar Del Río. Os médicos cubanos Rafael Garcia Arguelles, 33 e Randolfo Torres Martinez, 49, de Havana, vão trabalhar no bairro Alpes das Águas como clínico geral, mas tem outras formações: radiologia no caso de Arguelles e nefrologia no de Martinez. “Somos profissionais e queremos ajudar a população carente de atenção na saúde”, disse Arguelles. Para Martinez, a expectativa é ótima. “Fomos muito bem recebidos e estamos preparados para trabalhar”, informou. Ambos também tem experiência em programas similares aos Mais Médicos realizados em outros países. Arguelles já trabalhou na Guatemala e na Venezuela e Martinez em Zimbábue, na África. A língua, que pode ser vista por alguns como dificuldade para o atendimento dos médicos cubanos, não preocupa a secretária de Saúde. Para Miriam, a saúde é uma linguagem universal e os cubanos, no pouco tempo em que estão no Brasil já apresentaram avanços nesta questão. “Em mais alguns meses vamos estar melhores”, disse Martinez, em relação ao português. Além do atendimento nas unidades, os médicos cubanos participam de cursos de capacitação, realizados pela internet. O convênio assinado entre a Prefeitura de São Pedro e o Ministério da Saúde prevê quatro dias de trabalho por semana e uma folga para o curso online.      
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