Número de partos normais aumenta 21,3% no Hospital São Lucas

Dados referem-se ao período de janeiro a julho; ações na atenção básica, mudanças na equipe e qualificação estão entre os motivos

Entre janeiro e julho de 2021 foram registrados no Hospital São Lucas, a Santa Casa de São Pedro, 233 partos e destes, 108 partos normais, número que representa aumento de 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O dado é motivo de comemoração e resultado, como destaca Elaine Danova Camacho, enfermeira coordenadora do hospital, do trabalho realizado pelas Unidades Básicas de Saúde no pré-natal e de medidas adotadas pelo hospital, como a contratação de profissionais que incentivam o parto normal e qualificação específica para enfermeiras obre práticas exitosas durante o parto, além de aquisição de equipamentos que estimulam o parto normal, como bolas e o “cavalinho” – cadeira que auxilia a gestante  na manutenção de uma posição vertical na hora do parto.

Em São Pedro, as gestantes realizam o pré-natal com consultas e orientações nas Unidades Básicas de Saúde até a 36ª semana de gestação e a partir da 37ª, passam a fazer as consultas no hospital com o objetivo de estimular o vínculo entre a gestante e a equipe que será responsável pelo parto.

Além de gestantes de São Pedro, o hospital realiza partos de pacientes de Águas de São Pedro, Charqueada e Santa Maria da Serra.

Outro fator positivo é que o hospital segue todos os protocolos da Rede Cegonha, programa implementado pelo governo do Estado e que tem como premissas atendimento adequado, seguro e humanizado das gestantes e dos bebês.

O Brasil é o país com segunda taxa de incidência do mundo de cesáreas: aproximadamente 55% em média, número bem distante da recomendação da Organização Mundial da Saúde, que preconiza taxa de 10 a 15% de cesarianas. Só como referências, o índice na Europa é de aproximadamente 25% e nos Estados Unidos, 32%.

Em São Pedro, os índices de parto normal mostram dados relevantes desde 2016, quando foram realizados 301 partos. Os 106 partos normais representam 35,21%. Em 2017, foram 393 partos, dos quais 159 normais (40,45%). Em 2018, o índice foi de 37,19% para 406 partos; em 2019, 36,43% para 398 partos; em 2020, 36,43% para 387 partos e em 2021 até o dia 17 de agosto, 47,01%, com 118 partos. 

Dados do Ministério da Saúde indicam que a cesárea sem indicação médica provoca riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, já que aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Aproximadamente 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade.

ATENDIMENTO AO BEBÊ – A Rede Cegonha também prevê atendimento aos recém-nascidos. No Hospital São Lucas, são realizados vários exames, como os testes do pezinho, da orelhinha, do coraçãozinho, da linguinha, do reflexo vermelho para detecção de alteração na visão e exame de sífilis tanto para a mãe quanto para o bebê.

Nos cuidados ao recém-nascido estão incluídas avaliação por equipe multidisciplinar formada por pediatra, fonoaudiólogo e ortopedista e a vacina BGC, que protege contra a tuberculose. O bebê recebe alta do hospital com a data da vacina agendada para a primeira semana de vida.

Atualmente a maternidade do Hospital São Lucas oferece nove leitos: oito para atendimentos SUS  (Sistema Único de Saúde) e um leito para atendimento particular ou convênios. Todos os quartos têm banheiro, ar condicionado e armário individual.

TRATAMENTO DIFERENCIADO – Kailane Cristina Rafael, de 18 anos, deu à luz a Lorena no dia 18, quarta-feira, no Hospital São Lucas. Moradora de São Pedro, ela fez o pré-natal na Umis e no final da gravidez foi atendida no hospital. “Me trataram muito bem, foram bem atenciosos, as enfermeiras e os médicos”, disse.

A pediatra Sônia Cruz destacou a importância do acompanhamento do bebê. “Após a recepção do parto por um pediatra, assistência nas 48 horas que o bebê fica no hospital e alta com orientações, já na primeira semana o bebê passa por uma consulta na Unidade Básica de Saúde. Estas etapas são muito importantes para acompanhar o desenvolvimento da criança, além de ser um estímulo importante também para o aleitamento materno”, informa.

Publicado em: 20/08/2021 20:04

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