Na primeira semana de aula, estudantes recebem "lição de casa" especial

Os 5.608 alunos da rede municipal de ensino que iniciaram as aulas no dia 3 de fevereiro levaram uma ‘lição de casa’ especial na mochila: um reforço para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela.

A ideia, parte das ações planejadas pela Operação Combate ao Mosquito, realizada pela Prefeitura de São Pedro com o envolvimento de várias secretarias, é fazer com que os alunos atuem como divulgadores importantes de medidas para impedir a proliferação do mosquito.

“Vamos falar com os alunos sobre medidas que não devem ser adotadas, como deixar garrafas com a boca para cima, calhas com folhas, galhos e objetos que possam impedir a passagem de água; vasos de planta com pratos, brinquedos armazenados em locais descobertos e outras ações”, conta a coordenadora da Vigilância em Saúde, Carolina Campos.

Outras ações realizadas na Operação incluem o trabalho de pulverização na região dos bairros Recanto das Águas, Botânico e São Tomé, locais que concentram o maior número de casos.

Para que o trabalho de nebulização tenha efeito, os moradores precisam abrir as portas para os agentes e técnicos da Saúde. Nas áreas próximas a residências de pessoas que têm diagnóstico de dengue confirmado também é realizado o bloqueio. Nesta ação, os agentes visitam o local, orientam sobre o mosquito e a doença e eliminam possíveis criadouros.

“É muito importante eliminar a água parada e impedir o mosquito de nascer”, destaca o veterinário Matheus Murbach, do Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social. Outro ponto destacado por Matheus é a importância de abrir as portas de casa para os agentes e seguir a orientação deles no combate. “Todos precisamos combater o mosquito para nossa própria proteção”.

Avaliação do Ministério da Saúde indica que 11 Estados, incluindo São Paulo, poderão ter surto de dengue em 2020. Em 2018, foram registrados 15.708 casos de dengue nos municípios paulistas e 14 pessoas morreram; já no ano passado, o número subiu para 400.184 casos, crescimento de aproximadamente 2.400%, e 263 pessoas morreram por causa da dengue.

Órgãos de saúde reforçam o alerta sobre a importância das atitudes preventivas para evitar a proliferação do mosquito. Materiais descartáveis, pneus e calhas podem favorecer o acúmulo de água, tornando-se potenciais criadouros, por isso é importante adotar hábitos que devem ser contínuos, como encher pratinhos e vasos de plantas com areia, manter caixas d’água bem fechadas, garrafas com a boca virada para baixo, calhas limpas para evitar acúmulo de água, lixeiras e sacos de lixo bem fechados e em locais apropriados.

Os maiores números de  casos e epidemias das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ocorrem no período das chuvas, de outubro a março, em razão das condições ambientais estarem mais propícias ao desenvolvimento dos ovos. No entanto, é importante manter higiene e ter cuidado com todos os locais que podem acumular água parada em qualquer época do ano, pois os ovos são resistentes à dessecação e podem sobreviver no meio ambiente 450 dias, bastando pouca quantidade de água como uma pequena poça para que haja a eclosão das larvas.

SINTOMAS - Febre alta súbita, dor de cabeça e dor no corpo e articulações, náuseas e vômitos, manchas vermelhas no corpo e coceira são os sintomas mais comuns da dengue. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar sua Unidade de Saúde de referência. Todas as UBSs do município estão preparadas para fazer coleta de sangue para exame e hidratação do paciente.

Alunos ‘patrulheiros’ mostram conhecimento sobre mosquito

Os alunos do 1º B da Emeb Joaquim Norberto têm na ponta da língua várias informações importantes sobre a dengue. Estimulados pela professora Doralice Zinni, explicam que o mosquito “tem um veneninho que pode até matar”, que as garrafas devem sempre ficar “de boca fechada” e que o lixo precisa ser descartado no local correto.

“O lixo não pode ficar na rua, sempre precisa jogar no lugar certo”, diz Alicia. Diego lembra da importância de tampar as caixas d’água e de recolher brinquedos do quintal, para não acumular água.

Anna Luiza explica que a falta de limpeza e o acúmulo de água podem “criar filhotes” do Aedes aegypti e Sophia lembra que é preciso recolher pneus e limpar da maneira correta a água da piscina. Mariah informa que outro local que merece atenção é a vasilha usada para dar água aos animais, que sempre devem ser limpa com uma bucha.

Como mostram os alunos de 6 anos, muitos têm informações sobre as maneiras de combater a dengue. Para colocar em prática as medidas é preciso seguir uma rotina de vigilância e ficar atento a detalhes que podem por em risco a saúde de todos.

Obras em casa são um bom exemplo de atenção redobrada. Deixar o pincel usado para pintura da casa na água pode ser ótimo para a limpeza do pincel, mas se o material ficar muito tempo parado, pode se transformar em criadouro, assim como sacolas plásticas e outros objetos deixados no quintal. Até mesmo recipientes usados para recolher lixo podem acumular água se estiverem em local descoberto ou sem tampa.

   

Prevenção inclui cuidados diários

A melhor prevenção contra as doenças é adotar hábitos diários que impeçam criadouros dos mosquitos, mas há também outras formas de barrar o avanço das doenças, como o uso de repelente, que deve ser adotado especialmente pelas pessoas que têm o diagnóstico confirmado, para evitar novos casos.

Nas escolas, além do trabalho dos professores, estão programadas ações com agentes de saúde  para estimular hábitos de prevenção.

Teve início também distribuição de material informativo nos eventos da Secretaria de Turismo. Os foodtrucks que oferecem comida na praça Gustavo Teixeira estão usando um jogo americano de papel com dicas de combate ao mosquito, assim como alguns restaurantes da cidade. Outra ação em prática é o uso de carro de som com informações que reforçam a importância do combate.

ECOPONTO – Nas atividades realizadas para eliminar possíveis criadouros, munícipes que quiserem fazer descarte de material podem usar o Ecoponto. O descarte é gratuito até o volume de um metro cúbico (equivalente a aproximadamente 25% do volume de uma caçamba ou a uma caixa d’água de 1.000 litros) por CPF.

Podem ser descartados no Ecoponto materiais como entulho de construção civil, madeira, papelão, vidro, eletrodomésticos e móveis antigos. Localizado em área vizinha à Garagem Municipal, a área foi preparada para receber e separar os materiais que terão o destino correto, seguindo as determinações da legislação ambiental.

No Ecoponto não podem ser descartados lixo comum, material hospitalar e de outros serviços de saúde como clínicas médicas, veterinárias, odontológicas e outras.

Outras informações sobre combate, causas e sintomas das doenças provocadas pelo Aedes podem ser consultadas em saude.gov/combateaedes

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