Chuva destrói barragem e alaga sede do Saaesp

A chuva forte da noite desta terça-feira (12) acabou prejudicando ainda mais o abastecimento de água na cidade de São Pedro. Com o excesso do volume, houve o rompimento da barragem onde é feita a captação do Rio Pinheirinho, na Estação de Tratamento (Eta 2), no bairro Chácaras ABC.

Responsável por cerca de 40% do abastecimento de água do município, desde o inicio deste ano, esta é a segunda vez que a barragem é levada pelas chuvas. Segundo o presidente do Saaesp (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro), Sérgio Patrício, somente no período de estiagem será possível construir uma barragem de concreto para resolver definitivamente o problema.

“Soubemos por funcionários da antiga administração de que a barragem de concreto foi destruída no final do ano passado. O que estamos fazendo agora é uma obra emergencial. Para que os moradores não fiquem tanto tempo sem água, faremos uma nova barreira de contenção, usando areia e pedra”, explicou o presidente.

Além da destruição da barragem da Eta 2, a qualidade da água da Eta 1, no bairro Santana, ficou comprometida com o excesso de barro e galhos de árvores que vieram com a enxurrada. “Se não chover novamente, vamos precisar de pelos menos dois dias para terra baixar e reforçarmos o tratamento da água”.

Durante esses primeiros dois meses de governo, o presidente do Saaesp registrou diversos problemas estruturais tanto no sistema de abastecimento quanto nas redes de distribuição.

“Posso garantir que todo sistema de bombeamento está deteriorado. Nas estações de tratamento, por exemplo, constatamos que além da falta de infraestrutura, há vazamentos e adutoras estourando diariamente. O que não está quebrado foi encontrado em péssimas condições”, declarou Patrício.

ALAGAMENTO. Inaugurada pela antiga administração em agosto do ano passado, a nova sede do Saaesp, que fica na área central da cidade, também foi atingida pela chuva da noite desta terça-feira. Por conta de sérios problemas de calhas, todas as salas ficaram completamente alagadas.

“Além de molhar documentos e diversos objetivos, ficamos sem telefone e sem acesso à internet porque também escorreu água no estabilizador. Este é mais um dos problemas que encontramos, uma obra nova com diversas infiltrações”.

Com apoio da Prefeitura Municipal, o presidente da autarquia informou que cerca de R$ 100 mil reais já foram gastos com obras emergenciais. “Estamos realizando apenas os serviços de emergência. Para resolver de vez esses problemas crônicos de captação e abastecimento de água em São Pedro precisamos de verbas estadual e federal”, disse Patrício.

Publicado em: 12/03/2013 16:10

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