Casos de dengue em São Pedro diminuem 94,6%

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Casos positivos passaram de 1.113 em 2014 para 12 em 2016

O número de casos de dengue notificados em São Pedro despencou 94,6% entre 2014 e 2016, mostram dados da Vigilância Epidemiológica, departamento da Secretaria Municipal de Saúde. Em 2014, foram 1.461 casos notificados e em 2016, até 2 de dezembro, 78.

O resultado, explica a coordenadora da Vigilância em Saúde de São Pedro, Gislene Nicolau, pode ser creditado ao amplo trabalho desenvolvido pelo setor desde 2014, com a realização de arrastões, intensificação da busca ativa por focos do mosquito Aedes Aegypt, transmissor da dengue e também da chikungunya e zika vírus.

“A diária oferecida aos agentes para realizar trabalho de prevenção aos sábados também ajudou bastante. Fazemos visita casa a casa, com prioridade para bairros com maior número de residências”, disse Gislene, que destacou também o fato de muitas casas de veraneio ficarem fechadas, o que dificulta o trabalho de agentes. Trabalho de Avaliação da Densidade Larvária, que tem como objetivo identificar a infestação de larvas do mosquito no município realizado no ano passado já havia indicado risco baixo de epidemia em São Pedro.

Apesar de comemorar a queda no número de notificações e também o de casos confirmados, que passaram de 1.113 em 2014 para 12 em 2016, Gislene destaca que as ações feitas pelos moradores não pode parar. “A vigilância precisa ser constante, com ações que garantem a limpeza dos domicílios e a eliminação de possíveis criadouros”, disse.

Uma preocupação das autoridades sanitárias é também com os casos de chikungunya que produzem efeitos colaterais mais severos do que a dengue, como dores nas articulações que podem se estender por até dois anos.

Outro foco são as grávidas. “Não tivemos casos de zika em São Pedro, mas na região sim, então é preciso ficar com atenção máxima”, disse Gislene.

PREVENÇÃO – Para evitar a proliferação da dengue, é preciso adotar algumas medidas consideradas fundamentais, como manter a caixa d’água sempre fechada, encher pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda, guardar garrafas sempre com a boca para baixo, remover galhos, folhas e tudo o que possa impedir a água correr pela calha, guardar pneus em locais cobertos e abrigados da chuva, colocar o lixo em sacos plásticos, manter a lixeira bem fechada e piscinas sempre limpas e cloradas.

No corpo humano, os sinais da dengue só começam a surgir após o período de incubação, que pode durar de 3 a 15 dias. Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e manchas pelo corpo.

Vale ressaltar que não existe transmissão por meio de contato direto de um doente com uma pessoa sadia. O vírus também não é transmitido pela água ou alimentos.

CAMPANHA – A nova campanha do Ministério da Saúde, de conscientização para o combate ao mosquito, chama a atenção para as consequências das doenças causadas pela chikungunya, zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do Aedes. “Um simples mosquito pode marcar uma vida. Um simples gesto pode salvar” alerta a campanha, que  será veiculada na TV, rádio, internet e redes sociais no período de 24 de novembro a 23 de dezembro. A ideia é sensibilizar as pessoas para que percebam que é muito melhor cuidar do foco do mosquito do que sofrer as consequências de não ter feito esse gesto.

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