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21/07/2017

Médicos falam sobre a melhora na estrutura da rede municipal de saúde

As mudanças realizadas nos últimos anos na rede municipal de saúde – especialmente o reforço na atenção básica e a melhora na infraestrutura  –  são itens fundamentais na busca pelo atendimento de qualidade.  A avaliação é feita por médicos que atuam na rede municipal de saúde de São Pedro.

A ginecologista e obstetra Maria Aparecida Modono atende nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos bairros São Dimas, Alpes e Bela São Pedro. Só na UBS São Dimas são realizadas 60 consultas por semana, fora os encaixes.  “Antes, a atenção básica era bem precária. Agora, com ampliação dos serviços, é possível obter resolutividade”, destaca.

A médica também chama a atenção para o trabalho das agentes comunitárias de saúde, que fazem busca ativa de gestantes e acompanham o pré-natal.  “Outro fator positivo é a adesão a programas como a rede cegonha e outros de prevenção, como o exame do cotonete” destaca a médica. Para ela, a rede municipal é diferenciada. “Em São Pedro há muitas coisas boas que a maioria dos lugares não tem”.

Médica do Programa da Saúde da Família há um ano na UBS São Dimas, Layse Deucher Dutra Ferreira explica que seu papel é identificar desde os casos mais simples até os mais complexos. “Os agentes de saúde fazem busca ativa de pacientes com problemas crônicos como hipertensão ou diabetes e dependendo do caso, o médico, o técnico de enfermagem e o agente, que abre as portas das casas para a equipe, fazem visitas domiciliares”, relata a médica.

Layse também destaca que a atenção básica permite contato mais estreito com o paciente. “Não é uma consulta expressa. O médico ouve o paciente, que muitas vezes, por conta deste contato, sente-se mais à vontade para falar de questões pessoais”, avalia.  Para ela, uma postura de “olho no olho” com o paciente faz toda a diferença.  “Olhar nos olhos do paciente, em muitos casos, já resolve boa parte dos problemas relatados ”.

A médica ressalta também que hoje é possível fazer um tratamento de muito boa qualidade pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “A UBS é a porta de entrada. Quando há necessidade, é feito o encaminhamento para um especialista que atende pela rede no município ou para uma unidade de referência, como Piracicaba, Rio Claro ou Limeira”, explica. Layse acrescenta também que a rede municipal fornece os medicamentos básicos e em caso de necessidade, há a opção de fornecimento de medicamentos de alto custo fornecidos pelo Estado, via município.

A pediatra Ligia Mallaco atende na Umis, nas UBSs São Dimas e Dorothea e na UPA. “São Pedro é privilegiada por oferecer tudo o que oferece. Há muitas ações voltadas ao tratamento preventivo e resultados positivos também graças a ações mulidisciplinares, como as realizadas nas escolas, por exemplo,” afirma.

Ligia destaca também os serviços disponíveis na rede, como os exames, terapias de apoio e medicamentos. “Quando há necessidade, é feito o encaminhamento para outras cidades e no caso do hospital,  a Santa Casa de São Pedro evoluiu muito”.

“São Pedro é hoje um oásis no deserto”

Médico contratado da rede municipal de Saúde desde 1987, o anestesiologista José Donizete Rodrigues compara a situação de São Pedro a um “oásis no deserto”. “Vemos outras cidades com problemas imensos na saúde enquanto aqui a situação é diferente. No hospital, temos a atuação de profissionais como o dr. Marcelo Engracia, que é professor universitário, o dr. Luciano, um grande cirurgião, além de outros medalhões, como o dr. Baldini, cinco anestesistas, oftalmologista, enfim uma estrutura organizada”.

Para Rodrigues, a tendência é São Pedro tornar-se referência regional. “A reforma do centro cirúrgico e da maternidade está próxima do fim e isso vai permitir atender, além de São Pedro, demandas até de cidades como Piracicaba, situação que já acontece atualmente”.

O médico avalia que as mudanças podem ser creditadas principalmente à gestão. “Sabemos que os recursos públicos são sempre insuficientes, mas sabendo administrar, é possível fazer render”.

NÚMEROS – Um dos grandes diferenciais implantados na rede municipal de saúde a partir de 2013 é o número de médicos que atendem nas unidades. Até 2012, eram 46 profissionais que atendiam na atenção básica, atenção especializada e no Hospital Beneficente São Lucas. Em 2016, este número passou para 77, o que representa aumento de quase 70%.

Atualmente há na rede municipal de saúde seis equipes do PSF (Programa Saúde na Família) que atendem na atenção básica, além de ginecologistas, clínicos e pediatras nas UBSs. A atenção especializada acontece na Umis e a UPA atende casos de urgência e emergência

O volume de atendimentos chama a atenção. Só nos quatro primeiros meses deste ano foram 250 mil procedimentos, consideradas as consultas de médicos, dentistas, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico de enfermagem, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, enfermeiro, assistente social, auxiliar de enfermagem e agente comunitário de saúde.

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