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04/08/2017

Atendimento multidisciplinar e persistência garantem retorno de voz de paciente

Keren Bragaia perdeu a voz após fazer uma cirurgia e faz tratamento há 4 anos na rede municipal de saúde

Ficar afônica, rouca ou sem voz como consequência de uma gripe já gera alguns transtornos, mas já imaginou ficar mais de um ano sem voz? Foi o que aconteceu com Keren Bragaia, 33, que descobriu, a duras penas, a importância que a voz tem nas atividades do dia a dia.

A são-pedrense atendida na rede municipal de saúde foi levar sua mãe para uma consulta com um clínico geral quando foi alertada pelo médico de que deveria fazer um ultrassom da tireoide. “Achei que não tinha necessidade de fazer, já que tinha passado recentemente por exames que não haviam indicado nenhum problema”, conta.

A situação mudou quando depois de aproximadamente um ano, Keren começou a sentir-se mal. Fez os exames, biópsia e consultas que confirmaram um caso de câncer na tireoide e a necessidade de retirada dos nódulos. Após encaminhamento, foi operada, no dia 29 de março de 2013, em Américo Brasiliense, referência para casos como o dela.

Após a cirurgia, foi constada uma lesão e paralisia nas cordas vocais. Os médicos acreditavam que a voz voltaria em aproximadamente um mês, mas isso não ocorreu.  “Quando apresentava meus exames e o tempo que eu já estava sem falar, os médicos faziam prognósticos nada animadores”, conta.

Após a cirurgia, Keren deu início, na rede municipal de saúde, ao atendimento da fonoaudióloga Vivian Guimarães. “Após algumas sessões, percebi que uma ação realizada em conjunto com a psicóloga poderia ajudar”, explica Vivian. Dito e feito. “Na segunda sessão com a Paula, minha voz começou a sair”, relembra Keren.

Desde então, com muita dedicação e persistência, realização de exercícios que exigem disciplina e nem sempre trazem resultados imediatos, a voz de Keren voltou. “Precisei reaprender a fazer muita coisa. Respirar de um jeito diferente, engolir , tudo mudou”.

A conquista, que surpreendeu até os médicos, já que Keren tem paralisia nas cordas vocais, foi comemorada pela paciente, fonoaudióloga e psicóloga. “A proximidade ficou tão grande que nos tornamos amigas e comemoramos juntas cada avanço”, conta Keren. “Agradeço a Deus  e a elas pelo resultado”, afirma a paciente que está em tratamento há 4 anos.

Para Vivian, o caso de Keren é um exemplo de como a rede pública funciona. “É uma prova que o atendimento na rede pública funciona sim. Os profissionais estão aqui para trabalhar e mostrar que o SUS atende a todos e tem resultados,” enfatizou. Ela também destacou a assiduidade e dedicação da paciente. “Ela não falta às sessões e faz em casa tudo que recomendamos”.

RECADO – Keren dá um recado para os que usam a rede pública de saúde. “Se precisarem de algum serviço, não desistam. Há muitos profissionais que podem ajudar da mesma maneira que aconteceu comigo”, afirmou.

Os serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional vão ganhar em breve um reforço na estrutura física. Está em fase final a construção do  CER – Centro Especial de Reabilitação, em área anexa à Umis. O prédio de 326 metros quadrados terá salas de eletroterapia, cinesioterapia e mecanoterapia, fraldário masculino e feminino, consultório indiferenciado infantil e adulto, consultório diferenciado, depósito, copa, vestiário masculino e feminino, recepção e espera e sala de preparo.

A mudança vai garantir melhora no atendimento aos pacientes de traumas, clínicos em déficit motor e intelectual e maior facilidade de acesso.

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