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07/07/2017

Agentes de saúde garantem atendimento diferenciado a usuários do SUS

Trabalho desenvolvido por integrantes de seis equipes fazem visitas e dão orientações a moradores; vínculo ajuda a melhorar qualidade do atendimento

Atendimento médico em casa, enfermeiro que acompanha o pós-operatório também em visita domiciliar e conversas cercadas de atenção, com orientação sobre diversos assuntos, especialmente relacionados a ações preventivas de saúde. Parece folheto com oferta de serviços prestados por planos de saúde caríssimos, mas são ações realizadas pelos agentes comunitários de saúde que atuam nas seis equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) de São Pedro. A equipe formada por 30 pessoas,  atende usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) dos bairros Recanto, São Dimas, São Tomé, Dorothea, Bela São Pedro e Santo Antonio e adjacências. Em média, os agentes realizam 4.100 visitas domiciliares por mês.

Importante elo entre a rede municipal de saúde e os usuários do SUS, os agentes vivenciam muitas histórias no dia-a-dia de visitas e andanças. Algumas tristes e outras de superação e alegria, seja na contribuição de um diagnóstico precocemente identificado ou no convívio e vínculo criado com as famílias visitadas.

 Heloísa Fischer Leonel é a agente comunitária de saúde que há mais tempo atua no PSF do São Dimas. São cinco anos de dedicação. “Estou desde o início do programa. No começo, havia muita resistência das famílias. Hoje, muitos vêm em busca do cadastro para poder ser atendido”, conta.

Nair Prado da Rocha completou, em maio, um ano na função de agente de saúde. “O trabalho é gratificante e procuramos sempre melhorar, observar os usuários e ajudar da melhor forma possível”.

As visitas constantes geram uma visão diferenciada do agente, que identifica mudanças na rotina. O olhar apurado, já garantiu, na prática, indícios, que após consulta médica, confirmaram mudança no diagnóstico.  “Após uma conversa com um senhor, ele foi encaminhado para o médico especialista, que identificou o problema”, conta Nair.

Há também histórias de persistência, como as relatadas pelas agentes de saúde  Bruna Andressa de Lima e Sandra Aparecida Franco.  No caso de Bruna, uma doença rara acometeu uma moradora da sua área. Além de fazer tudo que estava ao seu alcance para melhorar a condição da paciente, Bruna pediu ajuda de médicos e reforçou o pedido para a busca pelo diagnóstico. Um médico, após fazer vários exames, conseguiu identificar o problema. Hoje a paciente está recuperada. “Me emociono com esta história e fico muito feliz em vê-la recuperada”, conta.

O relato de Sandra é de uma paciente que estava com uma mancha no rosto. O fato chamou a atenção da agente de saúde, que recomendou que a moradora fosse a uma consulta. Apesar de a paciente resistir, Sandra insistiu e aumentou a frequência das visitas, até que a moradora foi ao médico e seguiu a orientação de fazer uma biópsia. Com o diagnóstico de câncer de pele, a paciente fez o tratamento e hoje está bem. “Ela me agradece e me sinto realizada por poder ajudar”, disse.

Também integram as três equipes do São Dimas as agentes Caroline Fernanda Paschoal, Gabriele Ferreira da Silva, Rosemeire Teresinha Cury e Nataliele Santos Ignacio.

CAMINHADA – Além das atividades realizadas individualmente pelas agentes comunitárias de saúde, há também ações coletivas, como as caminhadas feitas às terças e quintas-feiras às 7h30. A participação é aberta a todos os interessados e o principal objetivo é estimular a prática de atividade física.

As agentes de saúde também desenvolvem ações integradas com o Cras (Centro de Referência da Assistência Social) São Dimas. Há por exemplo, um curso voltado para gestantes que tem orientação multidisciplinar, formado por nutricionista, psicóloga, enfermeiros, fisioterapeuta, assistente social, além dos agentes de saúde.

“O vínculo estabelecido com as famílias gera uma troca importante. É como se fosse uma grande família”, avalia a Débora de Almeida Araújo.

OLHAR ATENTO –  A enfermeira Luciana Mota, da UBS Dorothea, acompanhou o agente de saúde Diego Mendes Rodrigues em visita a uma paciente. O principal objetivo era saber por que a moradora, de 19 anos, deixou de fazer as consultas de pré-natal. “Ela nos contou que perdeu o bebê e está com anemia, então vamos fazer orientação e manter o acompanhamento”, conta Luciana. A enfermeira relata também que nas visitas, além de fazer o atendimento, a equipe dá orientações sobre pressão alta, diabetes, vacinação, campanhas  da saúde  de forma geral.

O principal objetivo do Programa de Saúde da Família, do qual os agentes são peças fundamentais,  é deixar bem estruturada e organizada a Atenção Primária à Saúde, que tem entre os princípios resolver os problemas de saúdes mais comuns e frequentes da população, com redução de danos ou sofrimentos e contribuir para melhor qualidade de vida das pessoas acompanhadas.

O foco da atenção das equipes é a pessoa, e não a doença. Ao longo do tempo, os usuários e a equipe passam a se conhecer melhor, fortalecendo a relação de vínculo, que depende de movimentos tanto dos usuários quanto da equipe. Ações de promoção à saúde são aquelas que vão contribuir para proporcionar autonomia ao indivíduo e à família, com informações que os tornem capazes de escolher comportamentos que vão favorecer a sua saúde, relacionadas ao modo de viver, condições de trabalho, educação, lazer e cultura. A base do vínculo é o compromisso do profissional com a saúde daqueles que o procuram.

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