O público aplaudiu e aprovou as alterações promovidas na encenação da peça “Cristo, a Paixão”. Os ingressos colocados à venda desapareceram em poucos dias, o que comprova o interesse dos expectadores em acompanhar de perto as mudanças. A procura foi tanta que a secretaria de Cultura definiu dois horários para a Sexta-feira Santa (21h e 23 h), e mais uma sessão extra, no sábado, às 21h30. totalizando seis apresentações, todas com lotação máxima.
A proposta de interação entre platéia e atores foi inteiramente aprovada. Foram 26 cenas, começando com a matança das crianças determinada por Herodes até a ascensão de Cristo, por detrás da arquibancada armada para acomodar os expectadores nos momentos finais da peça.
Tudo o que foi planejado foi cumprido. Incluindo a interpretação dos atores amadores que chegou a surpreender o diretor Barbosa Neto. “Trabalho no teatro há 12 anos e até então nunca tinha visto o envolvimento dos atores que não são profissionais e me deram um exemplo de relacionamento. Mesmo quando estávamos realizando as oficinas senti que todos estavam engajados em dar o melhor de cada um no desenvolvimento da peça. Principalmente porquê era uma experiência nova, com diálogos ao vivo, sem o recurso de dublagem. Foi emocionante o envolvimento de todos”, disse Barbosa.
O diretor Osório Ferreira temeu pela reação do público. “Eu estava receoso de como o público reagiria. Afinal de contas houve mudança radical na encenação da peça. No entanto o que vi me surpreendeu. A dedicação dos atores, uns procurando ajudar os outros e os próprios diretores chegou a me emocionar. Também fiquei surpreso com a participação do público que entendeu a nossa proposta”, afirmou Osório.
Para Stevan Lekitsch, outro diretor da peça, a encenação superou todas as expectativas, “tendo em vista o nosso temor de que o público pudesse estanhar a completa mudança que houve. Com o decorrer das cenas senti que os expectadores foram assimilando a apresentação. Os atores foram surpreendentes, não só pela interpretação de cada um, mas pela união que pôde ser sentida no transcorrer da peça. A experiência valeu, o que nos anima para repetir tudo no ano que vem”, ressaltou Stevan.
Rodrigo dos Santos, secretário de Cultura, está radiante com o resultado da mudança da encenação para o Museu. “Estamos felizes com o grande sucesso da apresentação do espetáculo “Cristo, a Paixão”, comprovado com a grande procura pelos ingressos para as apresentações de quarta, quinta e sexta-feiras. Sabemos que isso é fruto da mudança proposta pelo formato do espetáculo, que permite ao público o envolvimento com as cenas e com os atores. Derrubando o conceito de palcos estáticos, a utilização de elementos sensoriais e a interpretação ao vivo, penso que foram alterações fundamentais, que geraram grande expectativa, mas trouxeram excelentes resultados. É importante ressaltar que sem o envolvimento dos diretores, atores e produtores, não teríamos concretizado essa idéia”, comemorou o secretário.
Mariana Zinni, secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, foi fundamental para que a encenação se completasse. Foi Mariana quem coordenou todos os trabalhos da encenação, cuidando dos bastidores da peça, e auxiliando o secretário Rodrigo dos Santos para que “Cristo, a Paixão” atingisse o sucesso alcançado.